quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Preço do Lollapalooza resgata debate sobre a meia-entrada

Obs: O Ingresso justo apenas está divulgando o artigo e não concorda ou discorda com tudo que foi dito. Apenas queremos divulgar e discutir o que é publicado na mídia sobre o assunto.
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Publicado no O Globo Cultura

RIO - A polêmica em torno do preço salgado dos ingressos do Festival Lollapalooza resgatou o debate acerca da meia-entrada, benefício que, segundo os produtores, encarece ou mesmo inviabiliza o acesso a shows internacionais. Há uma semana, na entrevista coletiva de apresentação do evento que vai levar a São Paulo, em abril de 2012, bandas como Foo Fighters e Arctic Monkeys, os R$ 500 cobrados pelo passe "promocional" tiveram como justificativa a lei da meia-entrada. Enquanto estudantes não abrem mão do benefício, produtores e artistas criticam a forma como ele é aplicado, sem fiscalização. E todos acham que, como está, a meia-entrada não beneficia praticamente ninguém.

No Chile, metade do valor

Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), até 2001, cerca de 23% dos ingressos eram vendidos com o desconto. Naquele ano, uma medida provisória determinou que qualquer instituição de ensino ou associação estudantil poderia emitir uma carteira concedendo direito à meia. Hoje, estima-se que 80% dos ingressos no país sejam comprados pela metade do preço. E boa parte do público usa documentos falsos para obtê-los — o que já ocorria, em menor escala, quando a UNE era a única organização a conceder o documento.

— Do jeito que está, a lei da meia-entrada é uma lei de mentirinha — critica Daniel Iliescu, presidente da entidade. — Queremos restabelecer o prestígio da carteirinha, mas sem o monopólio da UNE sobre a emissão do documento. Basta que toda a rede de entidades estudantis ligadas ao MEC possa emiti-lo.

A pior consequência da explosão do desconto estudantil foi o aumento substancial do valor cobrado para eventos culturais (o passe para o Lollapalooza do Chile, por exemplo, custa R$ 210). Segundo William Crunfli, da produtora XYZ Live, que trouxe ao Brasil artistas como Justin Bieber e Eric Clapton, os ingressos poderiam custar de 50% a 70% do valor atual se as carteirinhas falsas fossem eliminadas da equação. Vice-presidente de concertos e turnês da XYZ, ele diz que a situação afasta os shows internacionais.

— Esse excesso de meia-entrada não é bem recebido por ninguém. Não existe contrapartida ao promotor de eventos, que compete com outros mercados pela vinda de espetáculos internacionais. A única defesa é o aumento do valor de ingresso, que prejudica todos, inclusive o estudante — critica Crunfli.

Um projeto de lei para tentar ordenar a questão está parado na Câmara dos Deputados desde 2009. Elaborada pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), a proposta 188/2007 prevê a criação de uma carteira de estudante produzida pela Casa da Moeda e estipula que os produtores poderão vender só 40% de seus ingressos com o desconto. A UNE é contra a limitação, mas o presidente da entidade está disposto a negociar.

— O diálogo com os artistas e produtores nunca foi tão aberto. Temos uma intenção em comum, de federalizar a lei e regulamentar o seu cumprimento — afirma ele.

Músicos a favor da cota

O debate se tornou mais frequente desde outubro, quando o Estatuto da Juventude foi aprovado pela Câmara e, agora, aguarda votação no Senado. Se o projeto entrar em vigor como está, a lei da meia-entrada, hoje garantida por legislações estaduais, passaria à esfera federal. E passaria a beneficiar todas as pessoas de 15 a 29 anos. Representante do Grupo de Ação Parlamentar Pró-Música, o cantor Leone esteve em Brasília na semana passada para debater a questão.

— O benefício para todos de 15 a 29 anos manteria os preços altos. As pessoas fora dessa faixa não poderiam pagar. Queremos federalizar a meia-entrada, mas com a cota de 40%. E que as carteirinhas sejam emitidas só por entidades estudantis ligadas ao MEC — diz ele.

Sem uma nova regulamentação, algumas casas de shows improvisam maneiras de não ficar à mercê das carteiras falsas. Palcos como Fundição Progresso e Circo Voador implantaram, em quase todos os seus eventos, uma espécie de meia entrada "universal". Todas as pessoas que levam à bilheteria 1kg de alimento têm direito aos 50% de desconto. O preço inteiro do ingresso é alto, mas a ideia é que ninguém pague o seu valor total.

— Não é justo a pessoa que não falsifica carteirinhas pagar um preço tão alto — diz Uirá Fortuna, diretor da Fundição. — Do jeito que está, a lei não funciona para ninguém.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Preços altos de ingressos afastam público de shows de ícones da música no Rio


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-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Publicado no Jornal O Globo


RIO - O dia 15 de novembro é uma data importantíssima no Rio de Janeiro. Além de ser feriado para celebrar a Proclamação da República, três ícones da música estarão se apresentando quase simultaneamente na cidade: Britney Spears, João Gilberto e Ringo Starr.

Fizemos uma enquete no site do GLOBO para saber qual espetáculo os leitores vão prestigiar. Dos 984 participantes, 31,91% vão ficar em casa, porque acham que os ingressos estão muito caros. Em seguida, com 19,31%, os fãs de Beatles vão marcar presença no show de Ringo Starr. Já 17,28% vão preferir ficar em casa, porque não gostam das atrações. João Gilberto vai receber 17,07% dos leitores. E a princesinha do pop, Britney Spears, ficou em último lugar na pesquisa com 14,43%.

Apesar de públicos distintos, ainda tem muita gente confusa para escolher a quem assistir. Por isso, preparamos um especial abaixo, com notícias sobre as vendas de ingressos, músicas e informações sobre os shows de cada um.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

São Paulo precisa de mais estrutura para comportar shows, diz pesquisa

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-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Publicado no G1

Pode ser a banda mais badalada do momento, o astro dos grandes sucessos de outrora ou ainda o despenteado ídolo juvenil. Quando tem show importante ou qualquer grande evento em São Paulo, todo mundo já sabe o que tem no repertório: flanelinha, engarrafamento e comida cara.

É falta de estrutura. O que é uma dor de cabeça hoje pode virar uma situação caótica durante a Copa do Mundo, daqui a dois anos. São Paulo recebe hoje 12 milhões de turistas por ano. Parte deles vêm atrás de um dos 90 mil eventos realizados na cidade. Um pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) avaliou dez mil desses eventos e comprovou: a infraestrutura da cidade precisa melhorar bastante.

É dia de show no Morumbi, e mais de 60 mil pessoas circulam nas redondezas do estádio. “O banheiro público infelizmente é a calçada, quando necessário. Mas tem um pessoal de umas casas que estão cobrando R$ 2,50 para utilizar”, comenta o auditor Danilo Angelo.

Em um estacionamento, a ida ao banheiro custa R$ 2 e tem fila. Há lentidão também no trânsito. Muita gente abandona o carro e segue a pé. “A gente andou só quatro quilômetros. Deixamos o carro longe para vir a pé”, diz um jovem.

Os abusos começam antes mesmo de a pessoa entrar no estádio. Afinal, quanto você pagaria a um flanelinha para deixar o carro na rua? O publicitário André Cardoso Mota ficou revoltado com o valor que o flanelinha queria cobrar. “Pediram R$ 130 para deixar o carro. Aí eu falei: ‘Não, R$ 130 é muita grana’. Eles responderam: ‘R$ 130 ou sai’. A gente saiu”, conta.

Guardar o carro nas casas perto do estádio ou nos estacionamentos também sai caro. “Um roubo: R$ 100”, reclama uma paulistana. “Um absurdo! R$ 200 é a quase a prestação do carro”, protesta uma estudante.

O geógrafo Paulo Roberto Andrade de Moraes fez uma pesquisa sobre a infraestrutura nos eventos culturais de São Paulo e encontrou preços altos nos alimentos e bebidas. “Acabam cobrando preços abusivos, como água a R$ 5 ou R$ 6, um cachorro quente ou um lanche muito simples por R$ 10”, aponta o geógrafo. Ele diz que é preciso investir na construção de locais para shows, melhorar o transporte público e o policiamento nas ruas.

“Os eventos culturais, além de exposições ou teatro, são uma das identidades dessa metrópole, movimentam um setor econômico forte, porque além do espetáculo você movimenta transporte, hotelaria, comércio, serviços e restaurantes, e geram mão-de-obra e dividendos para a cidade. Mas você vê que ainda falta muito para explorar”, aponta o geógrafo Paulo Roberto Andrade de Moraes.

“Há, sem dúvida nenhuma, necessidade de uma fiscalização muito maior, o que a polícia já tem feito, mas que precisa ter mais rigor em relação a isso. E a própria fiscalização. Os preços não podem ser onerados tanto em nome de uma oportunidade. São Paulo é uma terra de oportunidade, não de oportunismo”, afirma Tony Sando, presidente da São Paulo Convention & Visitors Bureau.

Em nota, a Polícia Militar informou que faz reuniões com organizadores de grandes shows para definir como será o patrulhamento e que conta com sistema de câmeras para reforçar a segurança da área no entorno do evento. Mas o que ninguém consegue impedir é o abuso praticado por flanelinhas. Mais de R$ 100 para deixa o carro na rua é demais.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Imposto é quase a metade do valor do ingresso

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Publicado no Portal R7

Metade do valor do ingresso cobrado no Brasil é só de imposto, o que inclui os gastos com a produção e emissão do bilhete, distribuição e entrega. Cálculo feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) mostra que 40,85% do que é pago em ingresso é só de tributo.

Para entender melhor a conta, a gente simplifica para você. Pense em um ingresso de R$ 200. Em cima desse valor, você paga R$ 81,70 só de imposto. O resto é dividido entre os gastos com a produção e só 30% desse valor, ou seja, R$ 60 vai para o bolso da empresa responsável pelo show – o que é pouco comparado aos gastos totais da produção.

A conta foi elaborada a pedido do R7 por Letícia do Amaral, vice-presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) com base nos valores médios pagos nos espetáculos no Brasil. Segundo ela, os impostos podem responder em parte pela “culpa” da disparidade entre os valores dos ingressos de um mesmo show aqui e na Europa.

- Pesa bastante o custo da produção, em especial com a mão de obra. As despesas com pessoal (previdência e FGTS) pesam também na conta. Fora isso, há a questão dos direitos autorais, as taxas pagas aos sindicatos e os impostos pagos pelos próprios artistas para se apresentarar aqui no Brasil, o que incide sobre o valor do cachê.

A chegada das novas tecnologias, o DVD, o maior acesso à TV por assinatura e internet fez com que os donos de locadoras de filmes fechassem as portas e os donos dos cinemas usassem a criatividade para não amargar com os prejuízos.


Ingressos de shows sobem quase o dobro da inflação na década

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Publicado no Portal R7

A temporada de shows internacionais mal começou e, de novo, o dilema dos ingressos com preços extraordinários. Mesmo com valores que ultrapassam o salário mínimo (R$ 560), os brasileiros lotam as filas dos estádios, madrugam na internet e se dispõem a pagar quase o dobro que os estrangeiros pagam lá fora para ver o seu ídolo.

Mas por que tudo está tão caro? Bom, em partes tem a ver com o fato de que o brasileiro tem tido mais grana para se divertir. Por outro lado, os impostos e a aceleração geral nos preços (aluguel mais caro, luz, aumento dos salários dos funcionários) também pesam no bolso dos produtores que apertam o cerco na bilheteria.

Levantamento obtido com exclusividade pelo R7 mostra que tanto os shows musicais, como o teatro e até mesmo o cinema tiveram uma variação de preço superior à inflação em 12 meses entre junho de 2002/2011.

Segundo o economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas, responsável pelos dados, o aumento nos preços reflete a maior disposição do brasileiro em gastar com a diversão.

- Existe uma transformação gradual na distribuição de renda das famílias ao ponto de ela interferir nas escolhas dos consumidores. Antes, o brasileiro só gastava com comida e habitação. Hoje, com uma maior distribuição, as pessoas têm tido hábitos que antigamente não tinham, o que inclui pagar R$ 200 em um ingresso de um show de música ou teatro, como ir ao cinema com mais frequência.

Ingressos de dois dígitos

A era dos ingressos de dois dígitos começou em meados de 2000, quando os shows de música, em especial, os internacionais, começaram a passar a marca de R$ 100. Basta lembrar que o ingresso na área VIP do show do Sting na terceira edição do Rock in Rio, em 2001, custava R$ 250, uma “facada” para a época. Em 2009, o ticket para a mesma área nobre, intitulada hoje de “pista premium”, sai por R$ 500.

Mas por que essa galopada nos preços? Para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo, essa época coincidiu com a entrada do Brasil no mercado internacional de show business.

- Houve uma pressão forte de demanda [pessoas querendo ir aos shows] e os produtores viram aqui a oportunidade de aproveitar esse crescimento. Na verdade, aqui no Brasil os shows custam mais caro porque é uma forma de eles pagarem o alto custo das produções nos seus países de origem. O brasileiro paga R$ 500 em um ingresso, coisa que o estrangeiro não faz.

Mas não é só de flores que vivem os músicos. Produzir um show aqui, seja ele musical ou teatral, pode custar quase o dobro que lá fora. Isso porque a parafernália dos equipamentos faz com que os gastos com logística (transporte) tripliquem no país. Fora isso, os gastos com pessoal, que inclui a parte técnica, também pesa bastante.

Para Célia Forte, produtora cultural há 26 anos, o tamanho da produção é o que dita o valor do ingresso. A bilheteria, no entanto, responde por muito pouco do faturamento do espetáculo, já que a meia-entrada responde por 80% dos pagantes.

- Existem alguns casos onde é permitido que a gente trabalhe com ingressos a preços mais populares. Existem algumas produções que a gente faz só com o dinheiro dos amigos. O aluguel do teatro está mais caro, se antes o proprietário cobrava R$ 10 hoje ele cobra R$ 30. Aumentou o custo dos funcionários, luz, tudo é mais caro hoje em dia.


Somado, valor de ingressos mais baratos para os próximos shows no Brasil dá para mobiliar a casa

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Publicado no Portal R7

De agora até o fim deste ano, uma série de artistas gringos de peso desembarcam no Brasil, seja para apresentacões isoladas, seja em festivais. Não faltam atrações para todos os gostos, mas os preços é que quase nunca agradam. O R7 calculou quanto o fã gastaria para ir aos grandes shows que vão rolar por aqui comprando para todos os ingressos mais baratos ou os mais caros.

Quem pensa em comprar entradas para ver as apresentações bem de pertinho, da pista premium, terá de dar adeus a no mínimo R$ 6.975, valor suficiente para uma viagem de 15 dias pela Europa, pelo menos quatro iPhones ou uma moto usada de 250 cilindradas.

Quem não tem meia-entrada e quiser comprar os ingressos mais baratos vai desembolsar no mínimo R$ 3.070. O valor seria suficiente para dar um bom "up" em casa: compra, por exemplo, uma TV de LED de 40 polegadas, uma máquina de lavar e, de quebra, uma câmera digital. Também dá e sobra para mobiliar a casa ou, se o fã preferir, investir em um pacote de diversão com iPad 2, bicicleta, Nintendo Wii e celular smartphone.

Entraram na conta aqueles shows cujos ingressos já estão esgotados, como Planeta Terra, Pearl Jam em São Paulo e Rock in Rio. No caso dos festivais, o cálculo é de uma ida a um dia e, no dos shows que passarão por várias cidades, a referência é o preço em São Paulo.

Isso sem contar, obviamente, apresentações cujos preços de ingressos ainda não foram divulgados, como a de Britney Spears. Também não entraram na conta possíveis taxas de conveniência - quando os ingressos são comprados fora da bilheteria oficial.

Veja abaixo o preço dos ingressos e o que daria para comprar. 

O alto preço dos shows internacionais

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Publicado em Tribuna do Norte - Por Jotabê Medeiros 

A temporada de solos de guitarra e cifras financeiras é a mais pródiga dos últimos dez anos. A diversidade da programação na área de entretenimento no País só esbarra num obstáculo: o alto preço dos ingressos nas grandes cidades brasileiras, em especial no Rio e em São Paulo. Com o real forte diante do dólar (oscilando em torno de R$ 1,60; entre março de 2010 e março de 2011, o real teve uma valorização de 11%), o preço do ingresso de show no Brasil acaba se equiparando ou superando os internacionais. Há também uma carestia particular: na semana passada, levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feito a pedido da Agência Estado, mostrou que os preços de serviços não prioritários no orçamento familiar, como espetáculos, já supera a inflação média em 12 meses, até junho. Shows de música ficaram 7,24% acima da inflação.

O resultado é visível nas bilheterias: Rihanna entre R$ 150 e R$ 600. Limp Bizkit entre R$ 140 e R$ 300. Cirque du Soleil entre R$ 140 e R$ 395. Eric Clapton entre R$ 140 e R$ 650. Com alguns custos adicionais, como taxas de conveniência, transportes (táxis) e serviços (estacionar em torno do Estádio do Morumbi, durante megashows, chega a custar R$ 150, e no Credicard Hall estão cobrando até R$ 30), essas cifras sobem consideravelmente.

William Crunfli, empresário do setor, vice-presidente para a América Latina da XYZ Live (megapool de entretenimento que reúne as empresas Mondo Entretenimento, Maior, ReUnion Sports & Marketing; e parcerias com Paulo Borges, da Luminosidade, que realiza a SP Fashion Week, em moda; e Monique Gardenberg, Dueto Produções, em cultura), enumera os motivos do boom: "O Brasil está bem, o poder aquisitivo aumentou, consequentemente o mercado está receptivo. O dólar baixo aumenta nosso poder de compra comparado aos outros países, e o mercado internacional está em crise; com isso os artistas estão mais disponíveis. Os artistas estão fazendo mais shows, pois é uma fonte de renda importante, e a venda de discos está cada vez menor. E o Brasil já é rota dos grandes shows".

O peso da meia-entrada

Os empresários colocam como vilão do preço alto dos ingressos o fato de que o Brasil é o único país no mundo que tem 50% de desconto para estudante - que, em alguns shows, é incorporado ao valor do ingresso (caso do show de Avril Lavigne, dias 27 e 28, no Credicard Hall, cuja meia-entrada de cara já custa R$ 175). O Custo Brasil também é um fator crucial, argumenta o mercado. O País mais caro para carga e logística, segundo William Crunfli. "Os valores de locação, impostos, custo de produção também estão altos; ou seja, tudo isso vai para o ingresso", explica. Como exemplo, está o preço da locação de palco - US$ 30 mil nos Estados Unidos, e R$ 200 mil no Brasil, e a luz de palco, que custa US$ 30 mil nos Estados Unidos e entre R$ 180 mil a R$ 250 mil no Brasil.

Recentemente, show de Ozzy Osbourne, realizado pela empresa T4F (que controla 80% do mercado de megashows) pagou R$ 91 mil de Imposto Sobre Serviços (ISS) ante uma renda bruta declarada de R$ 6 milhões). A empresa questiona cobranças da Prefeitura de São Paulo na Justiça, mas não quis comentar as ações, nem o problema dos preços no mercado de shows - a Assessoria de Imprensa informou que a diretoria artística prefere manter em sigilo os custos, "até por questão de confidencialidade de contrato na negociação dos artistas".

"O público que chega para assistir a um show internacional não tem ideia do trabalho e dos custos que estão por trás", diz Edgard Radesca, do Bourbon Street Music Club, que realiza diversos eventos (como o Bourbon Street Jazz Fest, de 29 de julho a 7 de agosto). Segundo Radesca, sobre o cachê que paga ao artista internacional incidem os seguintes tributos: 33% de Imposto de Renda, 10% de taxa da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), 3% de Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos. Fora isso, há os custos com o visto de trabalho (US$ 210 por músico, mais US$ 100 por música para os despachantes internacionais). Sobre a bilheteria, incidem de 5% a 10% de direito autoral para o Ecad, mais 5% de ISS, e mais PIS, Cofins e Imposto de Renda sobre o lucro presumido.

Sem considerar também o preço do aluguel do espaço - o Anhembi, por exemplo, pode sair por R$ 45 mil por dia, mas como leva um dia para montagem e outro para desmontagem do palco, pode sair por quase R$ 150 mil. Hoje em dia, caso o show seja em um parque, também há a Taxa de Emissão de Carbono. Em São Paulo, também se paga à CET para organizar o trânsito, entre outros custos.

Os preços dos ingressos estão desanimando os fãs? Muito pelo contrário. Há alguns dias, o publicitário Rafael Ziggy, pelo Facebook e pelo Twitter, lançou uma ideia ambiciosa: arregimentar 100 mil fãs para trazer o grupo Foo Fighters ao Brasil. Já tem 65 mil adesões, a R$ 50. "Já sabemos que eles sabem da iniciativa e gostaram muito da ideia, então seguimos em busca da confirmação da banda", disse Ziggy. "Quanto mais pessoas engajadas na causa, menos é possível ficar indiferente ao movimento." 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Brasil atrai indústria de shows, com ingressos mais caros do mundo

Obs: O Ingresso justo apenas está divulgando o artigo e não concorda ou discorda com tudo que foi dito. Apenas queremos divulgar e discutir o que é publicado na mídia sobre o assunto.
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Públicado em Cultura e Mercado - Mônica Herculano

A grande onda de shows internacionais vindo para o Brasil nos últimos anos não é por acaso. Com a crise econômica, o público dos EUA e da Europa deixou de ir a shows. E, neste cenário, o Brasil se destaca como um dos países menos afetados pela recessão e com público ávido por entretenimento. É o novo pote de ouro da indústria.

Ainda assim, os brasileiros sofrem com os preços dos ingressos, muito mais altos que em outros lugares do mundo. Show da cantora Katy Perry em Los Angeles em agosto, por exemplo, custa de US$ 35 a US$ 50 (de R$ 55 a R$ 80). Em São Paulo, em setembro, o mesmo show sai de R$ 200 a R$ 450, mais taxa de conveniência (20% do ingresso) e entrega (R$ 18 em domicílio; R$ 3 na bilheteria).

De um lado, os produtores alegam que os custos no Brasil são mais altos e que impostos e aluguel de equipamentos são os reais responsáveis por ingressos tão caros. De outro, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e o Procon garantem que essas empresas praticam ações consideradas abusivas.

“Qualquer ação que discrimine o consumidor em detrimento do outro, como a pré-venda de ingressos para portadores de cartões de crédito específicos, é considerada ilegal pelo Procon”, diz Renan Bueno Ferracioli, diretor de fiscalização da entidade.

Já que as práticas são consideradas irregulares, por que persistem? Segundo Ferracioli, o Procon questiona a legitimidade da taxa de conveniência baseada em percentual, há muito tempo, e já multou essas empresas, mas não pode impedi-las desta prática.

Livro – Recém-lançado nos Estados Unidos, o livro “Ticket Masters: The Rise of the Concert Industry and How the Public Got Scalped”, dos jornalistas Dean Budnick e Josh Baron, conta histórias sobre como a indústria de shows cresceu e começou a prejudicar cada dia mais o público.

Segundo os autores, a fusão da Ticketmaster, maior companhia de venda de ingressos do mundo, com a Live Nation, maior produtora de shows no planeta, em 2009, piorou as coisas ainda mais. “É um monopólio agressivo. Eles organizam e vendem os ingressos dos maiores shows, cobram o que querem e o público tem de aceitar”, disse Budnick à Folha de S. Paulo.

Budnick afirma que, nos Estados Unidos, a Ticketmaster serve de “cambista” de seus próprios ingressos no site TicketsNow, que também pertence à empresa, mas é usado pelo público para vender ingressos que sobraram. “Os melhores lugares raramente estão à disposição do público”, argumenta.

A empresa aplicaria ainda um método pouco ortodoxo para descobrir quanto o público pagaria por shows concorridos, leiloando ingressos para shows de Madonna, Shakira, Red Hot Chili Peppers e Roger Waters. Apesar das críticas, o ex-presidente da Ticketmaster, Sean Moriarty, que renunciou em 2009, disse que considerava a prática justa.

“Descobrimos que essas práticas são aplicadas no mundo todo por grandes produtoras”, disse Budnick.

No Brasil, a Ticketmaster usa o nome Tickets For Fun. A Live Nation, desde 2008, é representada pela Time For Fun (T4F), antiga CIE.

Hoje, a T4F atua ainda no Chile e na Argentina é a maior produtora de shows da América Latina, com lucro de R$ 569 milhões em 2010. Em abril deste ano, a empresa abriu seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo e levantou R$ 540 milhões para investir na expansão para Peru e Colômbia.

Além disso, produtoras novas também estão investindo pesado e abocanharam shows de bandas independentes, como a XYZ Live, do grupo ABC, de Nizan Guanaes, e a Geo Eventos, criada no ano passado, que trará o mega festival norte-americano Lollapalooza ao Brasil em 2012.

*Com informações da Folha Online

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

[Ponto de vista] - Ingressos seriam mais baratos se não houvesse meia entrada?

Obs: O Ingresso justo apenas está divulgando o artigo e não concorda ou discorda com tudo que foi dito. Apenas queremos divulgar e discutir o que é publicado na mídia sobre o assunto.
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A resposta é SIM. O preço é maior porque 80% pagam meia.

Quando a UNE conquistou para os estudantes o direito de pagar metade do preço nos eventos culturais, ainda na década de 1940, foi uma vitória. Mas o benefício acabou se tornando um fardo para quem paga inteira.

A conta é simples: o produtor sabe quanto que ganhar e estima que 80% vai entrar pagando meia; cabe aos outros 20% cobrir o prejuízo.

" Como a maioria paga metade , o preço tem de subir para a conta fechar" , diz Adhemar Oliveira, responsável pelos cinemas Unibanco Arteplex. No teatro não é diferente. " Sempre calculamos antes quantos vão entrar pagando meia para depois definir o preço da inteira", conta o diretor da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais de São Paulo (Apetesp), Paulo Pélico.

As projeções abaixo mostram que, se a meia-entrada não existisse, o preço do ingresso inteiro cairia para quase a metade. Com a diferença que valeria oficialmente para todo mundo.

(Clique na imagem para ampliar)

Porém o projeto de lei que exige a venda de meia-entrada nos ingressos vendidos pela internet foi aprovada nesta quinta-feira (7/7) pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado (CMA), segundo a Agência Senado . A comissão está analisando se a matéria deverá retornar à Câmara ou se poderá seguir diretamente para sanção.

De acordo com a proposta, a empresa que não oferecer a possibilidade de meia-entrada fica sujeita às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor. Porém, a lei também determina que, para ter direito à meia-entrada, o consumidor precisa apresentar os documentos necessários no momento do evento. Outra determinação prevê que o cidadão que não puder comprovar que tem direito à meia-entrada poderá complementar o pagamento para ter o ingresso com o valor integral.

O projeto de lei se baseia em uma proposta do deputado federal Felipe Bornier, que tramitou no Senado e na Câmara. Em 2008, quando Bornier apresentou o projeto, ele ressaltou que existiam empresas que se recusavam a vender meia-entrada quando a venda era feita pela internet.

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Os 10 ingressos mais caros dos EUA – veja e compare


Números da Pollstar, infográfico do Digital Music News

Traduzindo em reais…

1.Paul McCartney R$ 231,52
2.Cher, R$ 208,48
3. Roger Waters, R$ 199,73
4. Neil Young, R$ 173,26
5. Rod Stewart, R$ 172,72
6. Shen Yun Performing Arts R$ 170,94
7. Stevie Nicks R$ 167,81
8. Janet Jackson R$ 167,38
9. Eagles R$ 161,63
10. Lady Gaga R$ 160,12

Enquanto isso, no país da pista premium, onde o ingresso para ver Bob Dylan chegou a custar R$ 900…

Whitesnake e Judas Priest: Desrespeito ao consumidor na venda de ingressos

Inicialmente a pré-venda foi anunciada para o dia 14. Os fãs  das bandas, que ficaram até 00:00 h acordados para comprar os ingressos para o show em São Paulo, foram desapontados por não começar a pré-venda na data estimada pela T4F.

No dia 14, de acordo com o twitter Credicard é Show! (@Credicardeshow), a pré-venda para o show de São Paulo, a ser realizado na Arena Anhembi, havia sido adiada em 24 horas.

No mesmo dia a empresa informou que a venda estava suspensa . Desta vez para sexta-feira (17/06).

Se já não bastasse os valores dos ingressos, que variam de R$180 (pista) a R$ 400 (pista VIP), os consumidores são obrigados a conviver com a falta de organização.

Informações retiradas do whiplash.net

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ozzy: shows no Brasil arrecadam US$5 milhões

OZZY OSBOURNE alcançou a 3ª posição na lista das 10 turnês mais lucrativas, baseada em todas as registradas durante a semana passada, com 5.2 milhões de dólares só na venda de ingressos de quatro apresentações. A lista foi feita pela Billboard.com. Todos os quatro concertos ocorreram no Brasil durante o mês de abril, os últimos shows da passada do ícone do heavy metal pela América do Sul, para promover o álbum "Scream", lançado em meados de 2010. Das 4 datas, a que mais rendeu na venda de ingressos foi a apresentação que ocorreu em São Paulo, na Arena Anhembi com 2,8 milhões de dólares em ingressos vendidos.

Artista: OZZY OSBOURNE
Vendas da bilheteria: $5,265,504
Data: De 2 à 9 de abril
Espaço/Cidade/País: Arena Anhembi, São Paulo, Brasil
Espaço/Cidade/País: Ginásio Nilson Nelson, Brasília, Brasil
Espaço/Cidade/País: Citibank Hall, Rio de Janeiro, Brasil
Espaço/Cidade/País: Mineirinho, Belo Horizonte, Brasil
Ingressos vendidos: 52,204
Capacidade: 75,694

Fonte: Whiplash.net

Vale lembrar da nossa comparação de preços com os outros shows da turnê pela América do Sul. Em São Paulo, onde houve a maior renda, os valores dos ingressos variaram de R$ 600 a R$180.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Casas de show dobram preços de ingressos para compensar meia-entrada

A matéria abaixo foi publicada em junho de 2007 no Portal Terra, mas, o seu conteúdo, continua bastante atual. Gostaríamos de aproveitar e deixar claro que estamos entrando em contato com representantes de produtoras de shows, mas não estamos conseguindo retorno.

Deixe sua opinião abaixo. Use a tag #ingressojusto no twitter.

Por James Cimino | Sexta, 29 de junho de 2007

Os altos preços de ingressos para shows nacionais e internacionais no Brasil têm uma justificativa: algumas casas de show dobram o preço para poder compensar a meia-entrada. É o que contou ao Terra Paulo Amorim, diretor do Tom Brasil Nações Unidas, em São Paulo.

Amorim deu como exemplo recente o show de Liza Minnelli, cujos preços chegavam a R$ 600. "Quando você joga o preço do ingresso a R$ 600, na verdade quer faturar R$ 300, que é o preço verdadeiro da entrada. O câncer dessa história toda é a meia-entrada. Hoje em dia, pagam meia-entrada idosos, deficientes físicos e qualquer estudante, até quem faz MBA, que ganha em média R$ 20 mil por mês", critica Amorim.

"Eu gostaria muito de trazer uma artista como Liza Minnelli para fazer cinco dias de shows com ingressos a, no máximo, R$ 100, mas os políticos fazem caridade com o chapéu alheio."

A diretora artística da Via Funchal, Sueli Almeida, também admite que a casa aumente o preço dos ingressos. No entanto, diz que o preço alto do ingresso é devido ao alto valor dos cachês pedidos pelos artistas, principalmente os nacionais.

"Acho um absurdo alguns artistas nacionais que pedem preços abusivos de cachês (R$ 100 mil ou mais) e exigências de camarins que nem os internacionais pedem. Sem falar nas carteiras de estudante falsas. Quando contrato um show pop, 70% do meu público é de estudantes. Junte a isso as carteirinhas falsas, o faturamento cai."

Apesar de ser contra a carteira de estudante falsa, a União Nacional dos Estudantes (UNE) não endossa a atitude das casas de show em aumentar os preços dos ingressos. "Acreditamos que eles prefiram cobrar mais caro e fazer menos shows porque, mesmo que o ingresso mais caro fosse R$ 300, ainda assim é um valor alto", diz Rovilson Brito, tesoureiro da UNE.

De fato, os preços cobrados no Brasil estão bem acima da média mundial. A cantora Christina Aguilera, que está circulando pela Ásia com sua turnê Back to Basics fez uma apresentação em Tóquio, Japão, na semana passada, em que as entradas variavam entre 8.400 ienes e 9.450 ienes (de R$ 129 a R$ 146).

Isso não significa, no entanto, que não haja preços abusivos em países desenvolvidos. Barbra Streisand, que está em turnê pela Europa, teve de cancelar seu show em Roma devido aos preços exorbitantes de sua apresentação, que custaria de 150 euros (R$ 390) a 900 euros (R$ 2.336).

Regulamentação
A falsificação de carteirinhas de estudante começou em 2001. Segundo o tesoureiro da UNE, antes dessa data, apenas as entidades estudantis tinham permissão para emitir o documento, e a fiscalização era maior. Devido a problemas de ordem política entre a UNE e o governo federal, naquele ano foi editada a Medida Provisória 2208, que, entre outras coisas, autorizava a emissão de carteiras por empresas privadas.

"Defendemos a unificação da carteira de estudante. Não precisa nem ser pela UNE, mas que tenha um timbre do governo federal. Sugerimos diversas vezes aos políticos que haja uma regularização do processo de emissão, mas eles têm medo de perder votos com isso", conta Rovilson Brito, da UNE.

Paulo Amorim, do Tom Brasil, defende, ainda, que o benefício seja dado apenas a alunos da rede pública de ensino. Nesse ponto, contudo, a UNE discorda, já que grande parte dos estudantes de universidades públicas são da classe alta, enquanto os das particulares, em sua grande maioria, "principalmente após o programa Pro-Uni", são trabalhadores e de classes menos abastadas.

Tanto a UNE quanto as casas de shows concordam em um aspecto, que quem acaba pagando a conta dos shows é o público "honesto", que não falsifica carteira e que paga o preço do ingresso inteiro.

"A carteira é verdadeira"
Um jovem formado em 2006 no curso de publicidade, que não estuda atualmente, contou ao Terra que tem uma carteira de estudante graças a uma falsificação no boleto de pagamento da universidade. "A carteira é verdadeira. Falso era o boleto."

Ele não acredita que os empresários só tenham prejuízo com os shows e acha muito caro o preço cobrado nas apresentações, principalmente de artistas internacionais e, mais ainda, nos cinemas.

Seu salário é de cerca de R$ 1.500. Uma entrada inteira de cinema que custa, no final de semana, entre R$ 14 e R$ 16 significaria cerca de 1% de seu salário.

Entre março e abril, diz ele, houve dois shows que ele foi assistir, um da banda Aerosmith e outro do cantor Roger Waters, da banda Pink Floyd. "Paguei R$ 120 nos dois. Se fosse pagar a inteira, seria R$ 240. É muito caro. Agora, no show do Aerosmith, tinha 80 mil pessoas, vezes R$ 60 (valor da meia), dá quase R$ 5 milhões. Por isso não acredito que os empresários não tenham lucro", diz o rapaz.

A conta não é tão simples. De acordo com o diretor do Tom Brasil, desse resultado matemático simples que os espectadores fazem, cerca de 20% é gasto com anúncios publicitários. "O anúncio de um show, é altamente perecível, pois só serve para aquela apresentação. Lucramos, se a casa encher, 10% do custo do total de um show. Isso considerando-se o lucro bruto. O líquido não passa de 5%."

quarta-feira, 30 de março de 2011

Adiada decisão sobre venda de meia-entrada pela internet

O projeto de lei 35/09 que obriga os fornecedores de ingresso para evento cultural pela internet a disponibilizar a venda de meia-entrada em seus sites, que seria examinado nesta terça-feira pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) foi retirado de pauta, a pedido do relator da matéria, senador Jayme Campos (DEM-MT).

A proposta é do deputado Felipe Bornier (PHS-RJ). Se aprovada na comissão, seguirá à sanção presidencial caso não haja recurso para que seja examinada pelo Plenário.

Agência Senado

sexta-feira, 4 de março de 2011

Podcast: Old Banger Cast e A Ilha do Metal

O Ingresso Justo foi discutido nos podcasts Old Banger Cast e A Ilha do Metal.

Old Banger Cast - Episódio #001 - ( a partir de 8min 18seg)
Programa A Ilha do Metal 4 ( a partir de -1h 5min 59s)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Meia entrada: a boa intenção sucumbiu à picaretagem

Obs: O Ingresso justo apenas está divulgando o artigo e não concorda ou discorda com tudo que foi dito. Apenas queremos divulgar o que é publicado na mídia sobre o assunto.

Marcelo Moreira - Blog Combate Rock | Estadão

Um cidadão muito bem vestido e com uma namorada linda pretendia assistir a um filme em uma sala de cinema em Santo André. Sem corar de vergonha, apresentou uma carteira de estudante na hora de pagar. Queria a meia entrada. A carteira era de um curso de MBA, que costuma custar de R$ 15 mil a R$ 25 mil.

Cumprindo a sua função, a funcionária exigiu o comprovante de matrícula. Deu-se mal. O cidadão bem vestido transformou-se em um animal, humilhou a funcionária e disse ser promotor público.

Gritou, esbravejou e ameaçou prender todo mundo. Depois de muita gritaria e briga, o gerente cedeu e vendeu a meia entrada. Isso ocorreu em janeiro deste ano.

Volto ao tema porque a quantidade de reclamações que estão surgindo nos jornais paulistas e sites especializados sobre os abusos da meia entrada estão crescendo muito.

O volume da indignação aumentou por conta da falta de estrutura no tal Festival SWU, em Itu, que tinha como mote a sustentabilidade. O fato é que pessoas pagaram até R$ 600 por um ingresso, mais R$ 100 de estacionamento, e foram desrespeitados como consumidores, como sujeira ao extremo, lama nos locais das apresentações e filas imensas na hora de voltar para casa. Não foram poucos os protestos contra a chamada meia entrada.

Um outro caso merece ser citado nesta questão. No ano passado, uma espectadora ganhou na Justiça um processo contra uma empresa que promove shows por não conseguir comprar um ingresso pela metade do preço, mesmo sendo estudante e apresentando a carteirinha.

O artigo 2º da lei municipal paulistana nº 11.355/93 limita a 30% do total a carga destinada a estudantes em qualquer espetáculo. Inconformada, a estudante comprou o ingresso inteiro, mas decidiu processar a empresa promotora pela limitação da carga de ingressos para estudantes, alegando a inconstitucionalidade da lei municipal. A garota ganhou em duas instâncias o direito de ser indenizada.

Os dois casos ilustram a dificuldade de aplicar e fiscalizar a lei da meia entrada. O espírito da lei é válido, mas foi corrompido. A medida foi elaborada com a melhor das intenções, como uma forma de facilitar o acesso à cultura aos estudantes carentes e estimulá-los a procurar os espetáculos e ir a museus, por exemplo.

Só que faltou cuidado na elaboração da lei, em todas as suas versões pelo país afora. Em nome de uma oportunista “igualdade”, o mesmo estudante carente que sempre esteve excluído do acesso à cultura é equiparado ao aluno abonado de colégios e faculdades particulares, que pagam mensalidades superiores a R$ 1 mil – e parte deles provavelmente gasta R$ 500 em qualquer balada por aí.

A lei tem de ser revista de forma urgente em todo país, com a consequente redução da emissão de carteiras e do estabelecimento de critérios muito mais rígidos sobre quem tem direito e quem não tem, levando-se em conta a situação financeira e a idade do estudante.

A lei penaliza o resto da população, já que os ingressos “normais” praticamente dobram de preço em alguns espetáculos para cobrir o rombo causado pela disseminação da meia entrada picareta – atitude que não pode ser condenada, infelizmente. Do jeito que é aplicada hoje, de forma equivocada, torna-se inaceitável.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Preços de shows no Brasil na última década subiram muito acima da inflação e do dólar

O GloboMichele Miranda

RIO - O Brasil virou rota obrigatória das turnês internacionais. O problema, no entanto, é custear todas essas apresentações. Cada vez que o preço dos ingressos é divulgado, a sensação é de que a inflação do país aumentou demais. Em menos de dez anos, a diferença de preços entre dois festivais de grande porte - o Rock in Rio, de 2001, e o SWU , que acontece em outubro - subiu 1.729%. Acima da inflação e do dólar, a alta dos ingressos deixa os fãs apavorados. Os produtores, como de costume, culpam a meia-entrada pelos preços estratosféricos. Mas será ela a única vilã nessa história?

- O dólar subiu muito, a inflação idem, e não é tão fácil trazer um artista para o Brasil quanto levar para os Estados Unidos - justifica Milkon Chriesler, sócio-diretor da The Groove Concept, empresa que está produzindo o festival SWU, o mais novo alvo de reclamações.

Segundo dados do IBGE, a inflação acumulada de janeiro de 2001 até junho de 2010 é de 84,78%. O dólar hoje está, inclusive, mais barato do que naquela época: em janeiro de 2001, variou entre R$ 1,93 e R$ 1,97. Na última sexta-feira, foi cotado a R$ 1,77.

O SWU de Chriesler reunirá em outubro, numa fazenda em Itu (SP), bandas como Rage Against the Machine , Pixies, Linkin Park e Kings of Leon. Os ingressos para cada dia custam entre R$ 240 (pista comum) e R$ 640 (pista premium). Para efeito de comparação, um dia do Rock in Rio, que aconteceu em 2001, custava R$ 35 e hoje, reajustado aos valores da inflação, valeria R$ 64,67. Em Chicago, o Lollapalooza , que teve shows de artistas como Lady Gaga, Strokes e Arcade Fire, custou US$ 90 por dia, algo como R$ 159,30.

- Para os padrões brasileiros, o preço do ingresso do SWU é caro. Mas isso depende do público-alvo do show. Se for a classe A, o valor é indiferente, já que eles têm poder de compra. Classe B até consegue ir, se fizer cortes no orçamento e parcelas. Mas classes C e D nem pensar. Três variáveis provocam esse custo: 20% devem ser destinados à infra-estrutura, 40% às bandas e os outros 40% são o lucro - esclarece Francisco Barone, economista da EBAPE/FVG.


Outro show inflacionado é o do Rush . A banda se apresentou no Maracanã, em 2002, custando entre R$ 60 e R$ 80. Em 2010, o grupo volta ao Brasil com ingressos entre R$ 220 e R$ 500. Procurada pelo GLOBO para esclarecer os custos de produção da apresentação e justificar o aumento do preço máximo em 525% entre um show e outro, a Time For Fun, responsável pela vinda da banda, não quis se pronunciar.

A meia-entrada, por sua vez, mantém o posto de inimiga dos preços baixos, segundo produtores da indústria do entretenimento brasileira.

- A conta, infelizmente, precisa ser feita com base na meia-entrada. Há países, como a Bélgica, que trabalham com meia-entrada, mas o governo subsidia a outra metade. O preço de R$ 640 é para pista premium, que vai ser uma experiência nova, com direito a vista privilegiada, além de estacionamento, restaurantes e banheiros exclusivos - completa Chriesler, que não revela o cachê das bandas. - É confidencial, mas quando vem para festival, o artista cobra mais caro, porque tem que dividir a exposição com outros artistas e patrocínio.

Mas tem quem abrace o benefício da redução em 50% do preço dos ingressos sem prejudicar os que não têm direito à meia-entrada. Shilon Zygielszyper, produtor do Circo Voador, explica a política da casa de shows, situada na Lapa, de fornecer meia-entrada a quem doar 1 kg de alimento e vê o atual cenário econômico de forma positiva.

- Economicamente, as bandas internacionais estão mais acessíveis agora. O Circo trabalha com ingresso popular, por isso tentamos igualar o preço para estudantes e quem não tem meia-entrada, através da doação de alimento, especialmente em shows internacionais. Nosso perfil não é ficar milionário, é proporcionar entretenimento. Geralmente, os artistas recebem 60% da bilheteria. O resto fica para nossos gastos com luz, som, divulgação - diz Zygielszyper.

Durante uma entrevista coletiva sobre o festival, a TotalCom - uma das produtoras do SWU - afirmou que os patrocinadores vão bancar o evento e a proposta de conscientização da sustentabilidade. O lucro viria dos ingressos vendidos.

Compare os preços:

Rush (2002) - Maracanã - Entre R$ 60 e R$ 80 / Rush (2010) - Apoteose - Entre R$ 220 e R$ 500

Rock in Rio (2001) - R$ 35 / Pixies + 12 bandas (2004) - R$ 80 / Planeta Terra - 2010 - R$ 160 / SWU - 2010 - R$ 640

A-ha (2002) - Credicard hall (SP) - R$ 20 a R$ 120 / A-ha (2009) - Citibank Hall (RJ) - R$ 70 a R$ 400

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Consumidor pode ser ressarcido em dobro por cobrança de taxa indevida em ingressos

Emanuel Alencar - O Globo

RIO - No ano em que o Brasil recebe grandes atrações do cenário internacional da música, os consumidores se veem de mãos atadas diante de uma incômoda companhia que surgiu sem alarde e acabou incorporada à rotina da compra de ingressos: a taxa de conveniência. Em pesquisa feita em sites de empresas de comercialização de ingressos, o GLOBO levantou que essas tarifas extras variam de 4% a 20% do valor do bilhete, dependendo da casa de shows e do artista.

Além da falta de critério, a cobrança da taxa de conveniência muitas vezes não vem acompanhada de qualquer benefício ao consumidor, que precisa retirar seu ingresso no local do evento. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) é contundente: a cobrança é indevida, e quem se sentir prejudicado pode pedir reparação na Justiça - o ressarcimento pode vir em dobro.

O jornalista Ricardo Diniz não chegou a tomar medida extrema, mas precisou de muita paciência para comprar um ingresso para o show de Amy Winehouse, no Rio. Na primeira tentativa, uma semana antes do evento, uma mensagem no site informava que não havia ingressos para a pista comum. Desistiu. Alguns dias depois, voltou à página para tentar novamente. Dessa vez, o site mostrou que havia os ingressos. Ricardo comprou uma entrada, mas não pôde optar por receber o bilhete em casa. Mesmo tendo que retirá-lo na bilheteria do HSBC Arena, enfrentando fila, pagou taxa de conveniência de 17% do valor do bilhete.

Por algum motivo, eles não efetuavam a entrega em Copacabana. A opção que me restava era retirar o ingresso na bilheteria oficial. Foi cobrada então uma taxa de conveniência. Mesmo eu tendo que chegar ao local do show com antecedência para enfrentar fila e, somente assim, conseguir entrar no show. O que, na minha opinião, torna a tal taxa um mistério - critica Ricardo, lembrando que o mesmo percentual era cobrados em outros pontos de venda. - Uma amiga comprou o ingresso na Modern Sound pelo mesmo valor que eu, mas teve a conveniência de só chegar ao HSBC Arena, em Jacarepaguá, na hora do show e não enfrentar fila alguma.

A falta de critério na cobrança da taxa de conveniência fica evidente na pesquisa feita pela internet. A taxa cobrada para o show da banda de heavy metal britânica Iron Maiden, que ocorrerá em São Paulo dia 26 de março, sai a 20% do valor do bilhete. Já para o show da mesma banda em Brasília, quatro dias depois, o consumidor paga 15%. A Livepass não respondeu ao questionamento do GLOBO sobre as variações.

Já a Ingresso.com cobra taxa de serviço de 12% do preço do ingresso para o show de Diogo Nogueira, nesta sexta-feira no Circo Voador - a retirada do ingresso é na própria bilheteria - e de 15% para a apresentação de Ed Motta, no Teatro Rival, em fevereiro. A empresa informou, por e-mail, que a taxa de conveniência cobrada é, em média, de 15% do valor do ingresso para shows e outros eventos e que a diferença se deve "à negociação que é feita com cada casa de shows, dependendo do repasse do valor do ingresso negociado em cada caso".


Código de Defesa do Consumidor prevê restituição em dobro

A advogada do Idec Mariana Alves argumenta que não há qualquer conveniência em comprar um ingresso pela internet, meio cada vez mais utilizado para essa finalidade. Ela aconselha ao consumidor imprimir todos os passos da compra do bilhete on-line, para facilitar uma possível ação judicial.

As empresas alegam que a taxa é cobrada pelo simples fato de o consumidor comprar pela internet. Mas a compra pela web é conveniente também para a empresa. O entendimento do Idec é que se trata de uma taxa indevida. Não pagamos taxa de conveniência quando compramos um eletrodoméstico pela internet, por exemplo. Por que temos de pagar em caso de shows? - afirma Mariana, acrescentando que o consumidor deve solicitar todos os comprovantes para evidar dor de cabeça. - É importante imprimir as páginas da internet, passo a passo, e pedir nota fiscal à empresa. Caso se sinta lesado, o consumidor deve questionar na Justiça e, dependendo do caso, pedir reparação por danos morais. Se ficar comprovado que a empresa não cumpriu o acordado, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) prevê restituição em dobro.

A advogada refere-se ao artigo 42 do CDC, que diz que "o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável".

Titular da 2ª Promotoria de Defesa do Consumidor do Rio, o promotor Rodrigo Terra informa que há processos em curso contra empresas que comercializam os ingressos. Para ele, a cobrança da taxa é questionável, pois as empresas repassam aos clientes um ônus que deveria ser delas:

Esse custo não pode ser transferido a terceiros. Se eu vou a um restaurante, não pago uma taxa pelo aluguel do imóvel. É do custo do negócio. O problema é que muitas empresas dificultam a compra em bilheterias oficiais, sem a cobrança da taxa.

Meia entrada não pode ser desculpa

Rodrigo Terra também destaca a importância de o cliente documentar todos os passos da aquisição do ingresso pela internet. O promotor lembra que o consumidor tem o direito de ter o dinheiro devolvido caso a empresa não cumpra com o prazo de entrega do bilhete.

- Se houver tempo hábil, é importante o cliente entrar em contato com a empresa, por escrito, comunicando que não tem mais interesse em contratar o serviço porque a empresa não cumpriu a obrigação e pedir o estorno. Há canais de reclamação como o Procon e a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa. Se, no fim das contas, o consumidor não resolver o problema, pode entrar com ação nos juizados especiais cíveis, pedindo indenização.

Questionado se as cobranças extras não seriam uma forma de as empresas compensarem as falsas carteirinhas de estudante - que garantem meia entrada para a maioria dos espectadores -, o promotor lembrou que as empresas têm alguns meios de checar a validade dos documentos apresentados:

- As empresas podem exigir comprovante de matrícula para quem apresentar carteirinha sem foto. É um instrumento para evitar falsificações.

O valor da música

O caderno Divirta-se e o blog Combate Rock ambos do jornal O Estado de S. Paulo, publicaram recentemente uma série de matérias de autoria das jornalistas Carol Pascoal e Marina Vaz sobre os altos valores cobrados por ingressos para os shows internacionais realizados recentemente no Brasil.

Representantes das principais produtoras de shows do país explicam por que cobram tão caro. O Procon, uma advogada e as jornalistas comentam as respostas.

Confira também gráficos comparando preços dos principais shows de 2010 e os valores cobrados para os shows que acontecem em 2011. Compare preços de eventos no Brasil e em outros países. Os ingressos são mais caros aqui?

BALANÇO MUSICAL
PREJUÍZO CALCULADO
O VALOR DOS FATOS
PROGRAMA DE MILHAS

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

U2 no Brasil: Procon constata irregularidades na venda de ingressos

A Fundação Procon-SP autuou, nesta segunda-feira, 20/12, a empresa Time For Fun Entretenimento (T4F) por desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor (CDC) durante a venda de ingressos para o show “U2 360º Tour, que será realizado no Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), no dia 09 de abril de 2011.

Os fiscais da fundação constataram, a partir de reclamações e consultas registradas no órgão, que a empresa responsável pela organização do show e pela venda dos ingressos deixou de prestar um serviço adequado aos consumidores, que enfrentaram diversos problemas para adquirir os ingressos, especialmente pelo site; entre eles a falta de informações corretas e claras, discriminação entre consumidores titulares e não titulares de determinadas bandeiras de cartão de crédito e restrição à venda de meia-entrada.

A T4F irá responder responder processo administrativo, assegurada ampla defesa, podendo ao final deste ser multada, com base no artigo 57 da Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor).

O consumidor que enfrenta dificuldades para comprar de ingressos de eventos de cultura e lazer deve procurar um órgão de defesa do consumidor de sua cidade para formalizar uma reclamação e ter os seus direitos resguardados. Os canais de atendimento do Procon-SP são:

Pessoal - das 7h00 às 19h00, de segunda à sexta-feira, e sábado, das 7h00 às 13h00, que ficam nos postos dos Poupatempo Sé, Santo Amaro e Itaquera. Nos postos dos Centros de Integração da Cidadania (CIC), de segunda à quinta-feira, das 09h00 às 15h00.
Telefone – Orientações através do número 151.
Fax - (11) 3824-0717.
Cartas - Caixa Postal 3050, CEP 01031-970, São Paulo-SP.
Internet – para quem comprou ou tentou comprar o ingresso pela internet, e enfentou problemas pode registrar sua queixa aqui.

20/12/2010
Assessoria de Imprensa
Procon-SP

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Contato

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Divulgação

Escolha e copie um banner abaixo e coloque em seu site ou blog. Coloque o link http://ingressojusto.blogspot.com



Sobre

Provavelmente todos já perceberam que os ingressos para shows estão ficando cada vez mais caros. Soma-se a isso a falta de profissionalismo de algumas empresas que tratam o consumidor como LIXO. A desculpa é sempre a mesma: "o governo não dá condições para que os preços sejam menores". Não que isso não seja verdade, muito pelo contrário, faz os preços aumentarem muito, mas na maioria dos casos há abusos absurdos que não podem ter isso como desculpa.

O desrespeito pelo consumidor é cada vez mais frequente. As empresas não respeitam as mais básicas leis.

O Brasil tem recebido cada vez mais grandes eventos que geram empregos e movimentam a economia. Queremos que a cultura seja acessível igualmente à todos independente de seu poder de consumo, classe social, cor ou sexo.

A Campanha Ingresso Justo tem como objetivo chamar a atenção de todos para os preços abusivos cobrados nos shows no Brasil, discutindo, propondo e reivindicando soluções que beneficiem consumidores, empresas e artistas.

A iniciativa privada deve cumprir sua parte, respeitando os direitos do consumidor, evitando a prática de preços abusivos e fazendo valer o direito de TODOS, enquanto cidadãos, de terem direito a entretenimento por um preço justo.

Chamamos a atenção dos órgãos de proteção ao consumidor, que devem zelar pelos direitos dos consumidores e protegê-los dos abusos e limitações impostas pelos que agenciam e promovem os shows.

Dos consumidores, que não podem abrir mão de lutar pelos seus direitos sem que sejam privados de prestigiarem seus artistas e ídolos preferidos.

Segue abaixo algumas informações úteis sobre o tema.

Exemplos:
  • Paul Mccartney em SP
    Pista Vip R$600,00 (Mais que 1 salário mínimo)
  • Ozzy Osbourne em SP
    2008 | Pista R$180,00 - Pista Vip R$300,00 (aumento de 60%)
    2011 | Pista R$300,00 - Pista Vip R$600,00 (aumento de 100%)
Obs: Inflação da abril de 2008 até hoje, pelo índice IGP-M (FGV), foi de 14,88%. Já a 'inflação' dos ingressos do show do Ozzy, no mesmo periodo foi de 60% e 100%. (Fonte:Revista Divirta-se N°38 - Jornal da tarde)
Agora falando da meia-entrada, que muitas vezes é usada como desculpa. Veja o que o Procon de São Paulo diz a respeito:

É correto os organizadores de eventos/shows limitarem a venda de meia entrada?
Não. A concessão de meia entrada deve ser garantida para todos os alunos que se enquadram na Lei Estadual nº 7844, de 13/05/92 e Lei Municipal nº 13715, de 07/01/04, ou seja, estudantes do ensino fundamental, médio e superior, sendo estendido no municipio de São Paulo, para alunos de cursos pré-vestibulares, profissionalizantes (básico e técnico) e pós-graduação. Se houver recusa no cumprimento da lei, o aluno, poderá adquirir o ingresso com valor integral e requerer posteriormente a devolução da quantia paga a maior, através de um órgão de defesa do consumidor ou o próprio Poder Judiciário. Para isto, deverá apresentar o ingresso e a identificação estudantil.

Fonte: Procon

O artigo 2º da lei municipal nº 11.355/93 que limita a 30% do total de ingressos a venda para estudantes acaba sendo anulado pela lei estadual 7.844/92 onde não existe esse limite. Como há divergências entre as leis, a lei estadual prevalece sobre a municipal fazendo com que essa cota de ingressos para meia entrada seja proibida.

Segundo o Procon, a venda de meias-entradas deve ser feita não só nas bilheterias, mas também via internet e telefone. Ainda de acordo com informações do Procon-SP, as produtoras de eventos não podem limitar a venda de ingressos especiais para estudantes a dias, horas ou locais específicos. O estudante tem direito à compra de ingresso de todas as formas oferecidas ao público em geral.

Outra pratica ilegal é a taxa de conveniência cobrada em percentual. Segundo o Procon-SP, a taxa de conveniência só pode ser cobrada se tiver um preço fixo, independentemente da localização do assento escolhido pelo cliente.