segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Imposto é quase a metade do valor do ingresso

Obs: O Ingresso justo apenas está divulgando o artigo e não concorda ou discorda com tudo que foi dito. Apenas queremos divulgar e discutir o que é publicado na mídia sobre o assunto.
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Publicado no Portal R7

Metade do valor do ingresso cobrado no Brasil é só de imposto, o que inclui os gastos com a produção e emissão do bilhete, distribuição e entrega. Cálculo feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) mostra que 40,85% do que é pago em ingresso é só de tributo.

Para entender melhor a conta, a gente simplifica para você. Pense em um ingresso de R$ 200. Em cima desse valor, você paga R$ 81,70 só de imposto. O resto é dividido entre os gastos com a produção e só 30% desse valor, ou seja, R$ 60 vai para o bolso da empresa responsável pelo show – o que é pouco comparado aos gastos totais da produção.

A conta foi elaborada a pedido do R7 por Letícia do Amaral, vice-presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) com base nos valores médios pagos nos espetáculos no Brasil. Segundo ela, os impostos podem responder em parte pela “culpa” da disparidade entre os valores dos ingressos de um mesmo show aqui e na Europa.

- Pesa bastante o custo da produção, em especial com a mão de obra. As despesas com pessoal (previdência e FGTS) pesam também na conta. Fora isso, há a questão dos direitos autorais, as taxas pagas aos sindicatos e os impostos pagos pelos próprios artistas para se apresentarar aqui no Brasil, o que incide sobre o valor do cachê.

A chegada das novas tecnologias, o DVD, o maior acesso à TV por assinatura e internet fez com que os donos de locadoras de filmes fechassem as portas e os donos dos cinemas usassem a criatividade para não amargar com os prejuízos.


Ingressos de shows sobem quase o dobro da inflação na década

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Publicado no Portal R7

A temporada de shows internacionais mal começou e, de novo, o dilema dos ingressos com preços extraordinários. Mesmo com valores que ultrapassam o salário mínimo (R$ 560), os brasileiros lotam as filas dos estádios, madrugam na internet e se dispõem a pagar quase o dobro que os estrangeiros pagam lá fora para ver o seu ídolo.

Mas por que tudo está tão caro? Bom, em partes tem a ver com o fato de que o brasileiro tem tido mais grana para se divertir. Por outro lado, os impostos e a aceleração geral nos preços (aluguel mais caro, luz, aumento dos salários dos funcionários) também pesam no bolso dos produtores que apertam o cerco na bilheteria.

Levantamento obtido com exclusividade pelo R7 mostra que tanto os shows musicais, como o teatro e até mesmo o cinema tiveram uma variação de preço superior à inflação em 12 meses entre junho de 2002/2011.

Segundo o economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas, responsável pelos dados, o aumento nos preços reflete a maior disposição do brasileiro em gastar com a diversão.

- Existe uma transformação gradual na distribuição de renda das famílias ao ponto de ela interferir nas escolhas dos consumidores. Antes, o brasileiro só gastava com comida e habitação. Hoje, com uma maior distribuição, as pessoas têm tido hábitos que antigamente não tinham, o que inclui pagar R$ 200 em um ingresso de um show de música ou teatro, como ir ao cinema com mais frequência.

Ingressos de dois dígitos

A era dos ingressos de dois dígitos começou em meados de 2000, quando os shows de música, em especial, os internacionais, começaram a passar a marca de R$ 100. Basta lembrar que o ingresso na área VIP do show do Sting na terceira edição do Rock in Rio, em 2001, custava R$ 250, uma “facada” para a época. Em 2009, o ticket para a mesma área nobre, intitulada hoje de “pista premium”, sai por R$ 500.

Mas por que essa galopada nos preços? Para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo, essa época coincidiu com a entrada do Brasil no mercado internacional de show business.

- Houve uma pressão forte de demanda [pessoas querendo ir aos shows] e os produtores viram aqui a oportunidade de aproveitar esse crescimento. Na verdade, aqui no Brasil os shows custam mais caro porque é uma forma de eles pagarem o alto custo das produções nos seus países de origem. O brasileiro paga R$ 500 em um ingresso, coisa que o estrangeiro não faz.

Mas não é só de flores que vivem os músicos. Produzir um show aqui, seja ele musical ou teatral, pode custar quase o dobro que lá fora. Isso porque a parafernália dos equipamentos faz com que os gastos com logística (transporte) tripliquem no país. Fora isso, os gastos com pessoal, que inclui a parte técnica, também pesa bastante.

Para Célia Forte, produtora cultural há 26 anos, o tamanho da produção é o que dita o valor do ingresso. A bilheteria, no entanto, responde por muito pouco do faturamento do espetáculo, já que a meia-entrada responde por 80% dos pagantes.

- Existem alguns casos onde é permitido que a gente trabalhe com ingressos a preços mais populares. Existem algumas produções que a gente faz só com o dinheiro dos amigos. O aluguel do teatro está mais caro, se antes o proprietário cobrava R$ 10 hoje ele cobra R$ 30. Aumentou o custo dos funcionários, luz, tudo é mais caro hoje em dia.


Somado, valor de ingressos mais baratos para os próximos shows no Brasil dá para mobiliar a casa

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Publicado no Portal R7

De agora até o fim deste ano, uma série de artistas gringos de peso desembarcam no Brasil, seja para apresentacões isoladas, seja em festivais. Não faltam atrações para todos os gostos, mas os preços é que quase nunca agradam. O R7 calculou quanto o fã gastaria para ir aos grandes shows que vão rolar por aqui comprando para todos os ingressos mais baratos ou os mais caros.

Quem pensa em comprar entradas para ver as apresentações bem de pertinho, da pista premium, terá de dar adeus a no mínimo R$ 6.975, valor suficiente para uma viagem de 15 dias pela Europa, pelo menos quatro iPhones ou uma moto usada de 250 cilindradas.

Quem não tem meia-entrada e quiser comprar os ingressos mais baratos vai desembolsar no mínimo R$ 3.070. O valor seria suficiente para dar um bom "up" em casa: compra, por exemplo, uma TV de LED de 40 polegadas, uma máquina de lavar e, de quebra, uma câmera digital. Também dá e sobra para mobiliar a casa ou, se o fã preferir, investir em um pacote de diversão com iPad 2, bicicleta, Nintendo Wii e celular smartphone.

Entraram na conta aqueles shows cujos ingressos já estão esgotados, como Planeta Terra, Pearl Jam em São Paulo e Rock in Rio. No caso dos festivais, o cálculo é de uma ida a um dia e, no dos shows que passarão por várias cidades, a referência é o preço em São Paulo.

Isso sem contar, obviamente, apresentações cujos preços de ingressos ainda não foram divulgados, como a de Britney Spears. Também não entraram na conta possíveis taxas de conveniência - quando os ingressos são comprados fora da bilheteria oficial.

Veja abaixo o preço dos ingressos e o que daria para comprar. 

O alto preço dos shows internacionais

Obs: O Ingresso justo apenas está divulgando o artigo e não concorda ou discorda com tudo que foi dito. Apenas queremos divulgar e discutir o que é publicado na mídia sobre o assunto.
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Publicado em Tribuna do Norte - Por Jotabê Medeiros 

A temporada de solos de guitarra e cifras financeiras é a mais pródiga dos últimos dez anos. A diversidade da programação na área de entretenimento no País só esbarra num obstáculo: o alto preço dos ingressos nas grandes cidades brasileiras, em especial no Rio e em São Paulo. Com o real forte diante do dólar (oscilando em torno de R$ 1,60; entre março de 2010 e março de 2011, o real teve uma valorização de 11%), o preço do ingresso de show no Brasil acaba se equiparando ou superando os internacionais. Há também uma carestia particular: na semana passada, levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feito a pedido da Agência Estado, mostrou que os preços de serviços não prioritários no orçamento familiar, como espetáculos, já supera a inflação média em 12 meses, até junho. Shows de música ficaram 7,24% acima da inflação.

O resultado é visível nas bilheterias: Rihanna entre R$ 150 e R$ 600. Limp Bizkit entre R$ 140 e R$ 300. Cirque du Soleil entre R$ 140 e R$ 395. Eric Clapton entre R$ 140 e R$ 650. Com alguns custos adicionais, como taxas de conveniência, transportes (táxis) e serviços (estacionar em torno do Estádio do Morumbi, durante megashows, chega a custar R$ 150, e no Credicard Hall estão cobrando até R$ 30), essas cifras sobem consideravelmente.

William Crunfli, empresário do setor, vice-presidente para a América Latina da XYZ Live (megapool de entretenimento que reúne as empresas Mondo Entretenimento, Maior, ReUnion Sports & Marketing; e parcerias com Paulo Borges, da Luminosidade, que realiza a SP Fashion Week, em moda; e Monique Gardenberg, Dueto Produções, em cultura), enumera os motivos do boom: "O Brasil está bem, o poder aquisitivo aumentou, consequentemente o mercado está receptivo. O dólar baixo aumenta nosso poder de compra comparado aos outros países, e o mercado internacional está em crise; com isso os artistas estão mais disponíveis. Os artistas estão fazendo mais shows, pois é uma fonte de renda importante, e a venda de discos está cada vez menor. E o Brasil já é rota dos grandes shows".

O peso da meia-entrada

Os empresários colocam como vilão do preço alto dos ingressos o fato de que o Brasil é o único país no mundo que tem 50% de desconto para estudante - que, em alguns shows, é incorporado ao valor do ingresso (caso do show de Avril Lavigne, dias 27 e 28, no Credicard Hall, cuja meia-entrada de cara já custa R$ 175). O Custo Brasil também é um fator crucial, argumenta o mercado. O País mais caro para carga e logística, segundo William Crunfli. "Os valores de locação, impostos, custo de produção também estão altos; ou seja, tudo isso vai para o ingresso", explica. Como exemplo, está o preço da locação de palco - US$ 30 mil nos Estados Unidos, e R$ 200 mil no Brasil, e a luz de palco, que custa US$ 30 mil nos Estados Unidos e entre R$ 180 mil a R$ 250 mil no Brasil.

Recentemente, show de Ozzy Osbourne, realizado pela empresa T4F (que controla 80% do mercado de megashows) pagou R$ 91 mil de Imposto Sobre Serviços (ISS) ante uma renda bruta declarada de R$ 6 milhões). A empresa questiona cobranças da Prefeitura de São Paulo na Justiça, mas não quis comentar as ações, nem o problema dos preços no mercado de shows - a Assessoria de Imprensa informou que a diretoria artística prefere manter em sigilo os custos, "até por questão de confidencialidade de contrato na negociação dos artistas".

"O público que chega para assistir a um show internacional não tem ideia do trabalho e dos custos que estão por trás", diz Edgard Radesca, do Bourbon Street Music Club, que realiza diversos eventos (como o Bourbon Street Jazz Fest, de 29 de julho a 7 de agosto). Segundo Radesca, sobre o cachê que paga ao artista internacional incidem os seguintes tributos: 33% de Imposto de Renda, 10% de taxa da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), 3% de Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos. Fora isso, há os custos com o visto de trabalho (US$ 210 por músico, mais US$ 100 por música para os despachantes internacionais). Sobre a bilheteria, incidem de 5% a 10% de direito autoral para o Ecad, mais 5% de ISS, e mais PIS, Cofins e Imposto de Renda sobre o lucro presumido.

Sem considerar também o preço do aluguel do espaço - o Anhembi, por exemplo, pode sair por R$ 45 mil por dia, mas como leva um dia para montagem e outro para desmontagem do palco, pode sair por quase R$ 150 mil. Hoje em dia, caso o show seja em um parque, também há a Taxa de Emissão de Carbono. Em São Paulo, também se paga à CET para organizar o trânsito, entre outros custos.

Os preços dos ingressos estão desanimando os fãs? Muito pelo contrário. Há alguns dias, o publicitário Rafael Ziggy, pelo Facebook e pelo Twitter, lançou uma ideia ambiciosa: arregimentar 100 mil fãs para trazer o grupo Foo Fighters ao Brasil. Já tem 65 mil adesões, a R$ 50. "Já sabemos que eles sabem da iniciativa e gostaram muito da ideia, então seguimos em busca da confirmação da banda", disse Ziggy. "Quanto mais pessoas engajadas na causa, menos é possível ficar indiferente ao movimento."